PREFERENCE #05 - ELE TE PEDE UM FILHO

 
Louis:
Desci as escadas com calma, e com passos leves caminhei até a cozinha, onde S/n já se encontrava preparando o nosso café da manhã. Ela estava costas para mim, fazia alguma coisa sobre o balcão da copa, totalmente distraída em seus pensamentos que nem notou a minha presença ali e acabou se assustando quando coloquei minhas mãos em sua cintura e me inclinei para beijar a sua bochecha. 
 — Bom Dia babe — Disse com a boca próxima ao seu ouvido. 
 — Louis! — S/n tentou parecer brava, mas sua expressão logo se amenizou quando levei minha mão para atrás da sua nuca, puxando o seu rosto e pressionei os nossos lábios juntos, dando início a um longo beijo calmo e sem segundas intenções, com direito a mordidinhas no canto da boca, o que sempre fazia ela se acalmar e soltar um sorrisinho bobo no final. — Bom Dia amor, está com fome? 
 — Uhum. — Respondi puxando um banco ao seu lado e me sentando próximo ao balcão já arrumado com as coisas do café da manhã, com pães, bolinhos, cookies, chás, café, leite. 
S/n serviu uma xícara de chá para mim e logo se sentou ao meu lado para preparar o seu café forte, como em todas as manhãs. Passei a observar os seus movimentos, enquanto tomava alguns goles do meu chá. S/n era toda delicada com os seus movimentos, parecia uma boneca toda linda e cuidadosa para não se sujar passando a geleia na torrada, segurando a xícara de café e cruzando as suas pernas de um jeito sensual. Mesmo vestindo uma camisa branca minha, com as casas dos botões trocados, e um coque mal-feito, ela continuava sexy. E eu amava me deparar com S/n assim pela manhã, parecia que ela fazia isso de propósito, sabia que eu gostava de vê-la vestindo a minha camisa, com o cabelo bagunçado  e meu perfume se misturando e entrando em contato com a sua pele. 
 — Não toma isso. — Disse quando notei S/n pegando a cartela na caixa de remédios que ficava ali na cozinha. 
 — Louis já conversamos sobre isso. — S/n destacou um comprimido da cartela, mas eu o peguei de suas mãos. — Louis me dá isso aqui! 
 — Eu quero ter um filho com você S/n. — Falei com sinceridade olhando no fundo dos seus olhos.
 — Tá Louis, mas não é tão simples assim querido. — Ela bateu em minha  cabeça — É preciso planejar bem antes de se ter um filho, eu não quero botar alguém no mundo se nem ao menos saber cuidar dele ou não ter tempo para cuidar dele. Eu tenho a minha faculdade e meu trabalho, você tem as suas viagens. 
 — Eu sei disso, nós não precisamos decidir isso agora. Podemos ter nossos filhos daqui uns anos, quando tudo estiver mais tranquilo, você estiver formada, estiver com um emprego estável e eu dar um pausa nos shows. Vamos nos casar, comprar uma casa maior, com bastante espaço para as criancas correrem, vamos ser felizes vendo os nossos quatro filhos crescerem, três meninos, para jogarem futebol comigo e uma menina para te fazer companhia no shopping… — Comentei arrancando risos de S/n a cada imaginação que eu tinha de como lidaríamos com quatro crianças 
 Zayn:
Subi as escadas com um pouco de pressa, procurando por Zayn nos quartos de cima, encontrando-o por mim em seu estúdio. Ele estava pensativo, sentado no chão sobre o assoalho gelado, com alguns álbuns de fotos e algumas fotografias espalhadas ao seu redor. 
 — O que está fazendo? — Perguntei curiosa, caminhando devagar até ele e me sentando ao seu lado, passando a observarmos juntos a foto em suas mãos. 
 — Lembrando de alguns momentos. — Disse com o olhar ainda fixo na foto que ele segurava. Era uma foto de Zayn deitado ao lado de sua irmã mais nova Safaa, ela devia ter alguns poucos meses na época que foto fora batida, ele brincava com a pequena mãozinha de recém-nascida dela. 
 Era incrível como debaixo de toda a sua aparência de mal, o seu corpo coberto de tatuagens, Zayn na verdade era um homem todo carinhoso e protetor com as pessoas que o cercavam. Sua mãe e suas irmãs eram a prova disso. Trisha sempre me contava as histórias de Zayn cuidando das suas irmãs quando ele era mais novo. Por ser o único filho homem da família, ele se sentia na obrigação de cuidar de Doniya, Whaliya e Safaa, ele gostava de brincar com elas, levá-las para passear e fazer compras no shopping, passavam horas no telefone conversando quando Zayn estava na turnê, e sempre trazia alguma coisa de presente para elas. 
— Você era tão fofo com as suas irmãs. — Comentei apoiando minha cabeça em seu ombro e pegando uma foto aleatória no chão. Era uma foto de Zayn ainda mais novo, com o cabelo curtinho, sentado em um banco ao lado de Doniya e Whaliya, eles estavam em uma espécie de um parque. — Nunca imaginaria você sendo tão carinhoso e protetor com suas irmãs. Queria ter tido a oportunidade de vê-lo cuidando de alguma criança, ia ser tão fofo. 
 — Mas você verá isso todos os dias quando tivermos o nosso filho. — Ouvi o seu comentário e me assustei. 
 — Um filho? — Perguntei assustada, me afastando um pouco e ainda não acreditando naquilo que eu havia acabado de ouvir. — Você quer um filho Zayn? 
 — Sim, porquê? Você que não quer ter um filho comigo S/n? — Ouvi um tom de desapontamento na sua voz. — Olha, porque se for isso… 
 — Não Zayn, não é nada disso. — Tentei acalmá-lo segurando as suas mãos e acariciando levemente  o seu rosto com o dorso da minha mão. — É claro que eu quero ter um filho com você meu amor, é só que… Eu acho que não estamos preparados para isso ainda, entende? Nem casados ainda estamos, você está começando a gravar o seu novo CD e logo entrará em turnê. Não quero que você esteja longe quando o bebê nascer e seja um pai ausente. 
 — Eu sei, temos muito o que planejar até lá. — Zayn sorriu torto e olhou para o chão. Ele sempre fazia isso quando ficava envergonhado antes de fazer algo. — Mas bem que nós poderíamos ir treinando, sabe? 
 — Treinando? — Franzi o cenho não entendendo o sentido da sua frase. 
 — É. Treinando para quando formos fazer o nosso filho. — Zayn falou baixo e de forma sexy, se curvando sobre mim, automaticamente me fazendo deitar as costas no chão, e grudando o seu corpo ao meu, juntando os nossos quadris, que logo entrariam em perfeita sincronia para começarmos a fazer o nosso primeiro filho. 
 Liam:
 — Pode ir falando o que tá acontecendo com você Liam. — Falei impaciente largando a minha bolsa e a sacola com o presente de aniversário da filha de Niall, um lindo vestidinho rosa cheio de babados, sobre o sofá assim que chegamos em casa. — Porquê você tá com essa cara desde que saímos para comprar o presente da Rose? 
 — Que cara? — Liam disse indiferente se jogando em cima do sofá e começando a mexer no celular e me fez ficar mais irritada.
 — Você não esconde nada de mim Liam Payne. — Peguei o celular de suas mãos. — Me diga porque você tava todo animado para sairmos para comprar o presente para a nossa afilhada e de repente ficou todo ignorante?
— Eu não estou ignorante. Eu… Eu só acho que estou com ciúmes, ok? — Tentou se explicar todo envergonhado olhando para as suas próprias  mãos. — Eu gosto da Rose, gosto muito mesmo dela, e de ser padrinho dela. Mas hoje, quando eu te vi escolhendo o presente dela naquelas lojas de roupas infantis, me vi me perguntando como eu ainda não tive um filho ou uma filha com você. Sei que você seria a mulher perfeita para isso S/n, você é paciente, sabe lidar com as crianças e cuidar delas, e é a mulher que eu amo e com quem eu vou ficar para o resto da minha vida. O que eu estou esperando para fazer um filho com você? 
 — Eu também não sei Liam, mas a gente pode começar a ver isso também sabe? — Comentei provocativa, me sentando sobre o seu colo, enquanto me deliciava beijando o seu pescoço e pressionando os nossos quadris, já começando a sentir o seu membro ficar duro em baixo de mim. 
 Niall:
 — Ele cresceu tão rápido. — Comentei suspirando alto, chegando por trás de S/n e abraçando a sua cintura, observando meu querido sobrinho Theo, que hoje comemorava o seu décimo aniversário, correndo atrás da bola de futebol no gramado do quintal de minha casa. 
 — Pois é, até parece ontem que Greg ligou para você desesperado sem sabe o que fazer falando que Denise tinha entrado em trabalho de parto. — Rimos nos lembrando desse dia. 
 Abraçado à S/n, com o meu queixo apoiado em seu ombro, comecei a imaginar como estaríamos daqui alguns anos. Estaríamos provavelmente  ainda casados, teríamos filhos, veríamos eles aprenderem a andar, a falar, levaríamos na escolinha, iriamos educar e dar muito amor à eles. Mas quanto tempo isso ia demorar? Eu era uma pessoa impaciente, não gostava de esperar muito tempo para as coisas acontecerem, ficava ansioso demais. 
 — Mal posso  esperar quando chegar a nossa vez. — Falei beijando a bochecha de S/n, e virando o seu de frente corpo para mim. 
 — Você quer ter filhos comigo? — S/n perguntou sorrindo para mim, com os olhos fechados, aproveitando o momento, quando nossos rostos estavam um poucos centímetros  do meu. 
 — Mais do que qualquer coisa.  — Beijei seus lábios e segui uma trilha até o seu ouvido. — Você vai ficará linda com uma barriga de grávida. 
 Harry:
Era uma noite fria e preguiçosa de sábado, perfeito para ficar na cama debaixo da coberta quentinha e beber uma boa xícara de chá quente. S/n estava toda encolhida, deitada sobre o meu peito, enquanto eu acariciava com as pontas dos dedos as suas costas por baixo da blusa de moletom. 
 — O que você tá fazendo? — Ouvi S/n perguntar baixo com uma voz sonolenta. — Você tá desenhando em mim? 
 — Talvez. — Respondi deslizando meu dedos em movimentos circulares na sua costas. — Quer adivinhar o que eu escrevo? 
 — Uhum. — S/n corncorda movimentando a cabeça levemente. 
 — Você só precisa soletrar as letras que eu desenhar. — Olhei para o teto enquanto pensava em alguma palavra. Seria algo fácil. Comecei a desenhar a primeira letra e logo S/n já diz: 
 — R? 
 — Tente mais uma vez querida. — Fiz o movimento mais uma vez desenhando em sua pele novamente a letra. 
 — B? 
 — Certo. — Senti ela soltar um pequeno sorriso vitoriosa. — Próxima letra 
 — A? 
 — Correto. 
 — B de novo? 
 — Uhum. 
 — T? 
 — Nãooo, mais uma chance amor. — Desenhei de novo a letra 
 — Y? — S/n pareceu pensar rapidamente por alguns segundos e logo se levantou rapidamente ao meu lado, apoiando seus braços em meu peito e começou a olhar assustada para mim — De novo Harry? 
 — Uhum. — Balanço a cabeça de forma positiva, meio envergonhado. Já era a terceira vez naquela semana que eu tocava naquele assunto, e sempre obtinha a mesma responta de S/n. — Por favor S/n, entenda o meu lado, eu já estou com quase trinta anos e sem filhos! Você não sabe como eu me sinto vendo os meus amigos construindo uma família ao lado das pessoas que eles amam, tendo filhos e filhas. Eu quero isso para mim também S/n. 
 — Eu entendo isso Harry, mas… — Ela ainda parecia insegura como nas outras vezes que eu tinha questionado a ela, precisava convencê-la de que eu estaria ali para tudo o que viesse pela frente, cuidaria dela e do nosso bebê.
— Meu amor, acredite em mim. Nos casamos há mais de dois anos e não sou o único que quero ver crianças correndo aqui pela nossa sala de estar, animando essa casa. Seus pais e assim como os meus já perguntaram quando eu daria netinhos ou netinhas para eles. Você não vai estar sozinha S/n, eu estarei aqui para cuidar de você e de todos os filhos que vier para a gente. Eles vão ajudar a animar essa casa, eu vou ajudá-la a cuidar deles. Acordo de madrugada caso eles chorarem, dou mamadeira, faço arrotar, dou banho, e se quiser troco todas as fraldas. Mas por favor S/n. — Dei uma pausa para respirar. — Me deixe colocar a semente do nosso amor aqui. — Deslizei minhas mãos em suas coxas até chegar na sua barriga. — Por favor
— H-harry — S/n segurou as minhas mãos e às aproximou perto dos seus lábios, beijando com ternura. — Eu acredito que você será um bom pai.

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